Em pauta:
Cuidado com a mentira perdida: ela pode te atingir!
Você já foi alvo de algum e-mail que dissesse que "tradicionalmente as ditaduras desarmaram os cidadãos ordeiros para deixá-los indefesos e depois dominá-los"?
Quem sabe você também foi atingido pela informação falsa de que Hitler retirou as armas da população e depois promoveu seu massacre.
Já ouviu dizer que a proibição da venda de armas de fogo gerou o aumento do número de homicídios nos países que a adotaram?
Se um desses é o caso, não há dúvidas: você foi atingido pela rajada de mentiras.
Não é preciso recorrer a exemplos distantes para avaliar melhor estes argumentos falsos.
A história recente das ditaduras latino-americanas nos demonstra que as forças golpistas tomaram o poder sem proibir a circulação de armas.
Não custa lembrar que parte dos defensores do golpe armado de 64 estão integrando a frente parlamentar em defesa das armas de fogo e dizem agora que a possessão delas é necessária para a manutenção da democracia frente ao totalitarismo.
As armas não impediram o golpe nem restauraram a democracia no Brasil.
E no mundo, o totalitarismo já foi derrubado pela palavra e pela paz.
Foi através da resistência pacífica que Ghandi e o povo indiano derrubaram a violência do império britânico sem dar um único tiro.
O regime totalitário alemão, por outro lado, passou por um processo bem diferente do que eles contam.
A lei de controle de armas alemã foi decretada em 1928 para desarmar as milícias nazistas que se propagavam e, com isso, evitar um possível golpe de estado.
Hitler chegou ao poder ao vencer as eleições e fortaleceu a política armamentista ao defender os interesses da indústria bélica.
Em 1938 o governo nazista proibiu o porte de armas apenas para os judeus.
O restante da população, "cidadãos alemães de bem", foram incentivados a se armarem.
Era uma política em defesa do armamento (querendo ler mais clica Aqui Ó!)
Não é só a História que anda sendo deturpada.
Os números de homicídios nos países que proibiram o comércio de armas também são manipulados.
Diz-se que a Austrália sofre de uma onda crescente de criminalidade. Falso.
Essa informação foi divulgada num e-mail da Associação Nacional de Rifles (NRA) norte-americana, apesar da posição oficial do governo da Austrália. De fato, desde a aprovação da nova lei, em 1996, o número total de mortes diminuiu 43% e a taxa de homicídios por arma de fogo caiu 50% [Australian Bureau of Statistics, 2003].
Londres foi chamada de a "capital do crime na Europa".
Desde 1997 na Inglaterra o acesso a armas de fogo é rigorosamente proibido. Segundo informa o UK Home Office, armas de fogo foram usadas em 8% dos homicídios (no Brasil, 68% dos homicídios são cometidos com arma de fogo!).
Essa é uma das razões porque a taxa de homicídios é tão baixa naquele país: 0,15/100000.
Hoje um habitante da Inglaterra corre 140 menos risco de morrer num homicídio por arma de fogo do que um Brasileiro! [Home Office].
No Japão, onde as armas são proibidas, o número de assassinatos é um dos menores do mundo: 0,03 em cada 100 mil habitantes [OMS, 2002] - 800 vezes menor que no Brasil.
Os Estados Unidos, onde existe uma arma para cada adulto, têm a maior taxa de homicídio entre os países desenvolvidos.
Por isso, tome cuidado com os dados falsos.
Leia mais, se informe e não seja um alvo fácil das mentiras perdidas.
DIGA SIM! VOTE 2.
Para acessar o site do SIM clica Aqui Ó!
Pense bem! Pensar não dói!
Aconselhamento espiritual by Madame Zoraide
Consulte a Madame:
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Voltando...
Mme Diz: Depois de um longo período sem tempo e sem saco, quem sabe...
Como já deu para perceber, este blog apóia a campanha pelo SIM.
Se vc vai votar NÃO por que realmente não acredita na campanha de desarmamento, acha que a sociedade civil tem direito de portar armas, etc, tudo bem. Não vou discutir com vc.
Agora se vc foi convencido a votar NÃO por um dos 320.000 e-mails cheios de histórinhas mal-contadas, preste bem antenção no que vc está fazendo.
Não seja idiota.
Não acredite em falsos dados históricos.
Por favor pesquise antes de acreditar no que está lendo.
O site pelo SIM tem alguns textos de resposta a matérias mentirosas veículadas pela internet.
Para acessar o site clica Aqui Ó!
Segue um "belo" exemplo de um artigo que foi atribuído ao escritor Luís Fernando Veríssimo.
Leia com carinho.
Resposta ao spam com falso artigo do Veríssimo
Um artigo que defende as armas, falsamente atribuído a Luís Fernando Veríssimo, está circulando na internet.
Mais uma vez, somos obrigados a divulgar o desmentido para que os eleitores não sejam confundidos.
"O Roy Rogers da crônica"
Não é de hoje que excedem na internet falsos textos de Luis Fernando Verissimo. Pois agora o Partido da Bala espalha um em que o mestre defenderia o "não" no referendo do desarmamento, dia 23. Sobre isso, a turma da coluna trocou ontem dois dedos de prosa com Verissimo. Confira.
- O texto é seu?
- O texto na internet não é meu.
- Dia 23, você vai votar "sim" ou "não"? Por quê?
- Vou votar "sim" porque quanto menos armas disponíveis no país para serem compradas ou roubadas, menos crimes e acidentes com armas acontecerão. Isto me parece lógico, embora a lógica nem sempre seja credencial no Brasil. E a criminalização do simples porte de arma será um recurso a mais para pegar bandido e prevenir o crime. Pelo menos teoricamente.
- A turma do "não" diz que o Rio Grande do Sul é o estado mais armado do país e um dos que têm menor índice de violência. Você, que é gaúcho, concorda com esta tese?
- Não sei se a segunda parte da tese é correta. Mas se há mesmo menos crimes no Rio Grande do Sul, certamente isto não se deve à capacidade ou disposição da população de reagir a bala a criminosos. Haverá, sim, um problema econômico e social, o desemprego na forte indústria de armas no estado, que precisará ser atendido.
- Você tem arma em casa ou já teve? Já atirou alguma vez? Em que situação?
- Já tive um revólver igual ao do Roy Rogers com o qual matei muitos índios. Mas eram todos imaginários, além de americanos.
Fonte:
Coluna Ancelmo Gois, jornal O Globo 06/10/2005.
com Ana Cláudia Guimarães, Márcia Vieira e Marceu Vieira
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